Um jantar no Chill Out | Rechioldi Prazenteiro

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Introducing: Rechioldi Prazenteiro

A crítica recorrente que nos faziam era a de dar pouca atenção aos vinhos e seu serviço. Daí a pedirmos a um especialista na matéria para nos ajudar a nós e se possível aos espaços por ele analisados foi um pequeno passo. Ele vai ter um sentido mais acurado no que ao serviço diz respeito e, em particular, ao de vinhos e outras bebidas, tendo no entanto uma postura muito benevolente, que poderá originar algumas injustiças, mas que cremos ser a mais apropriada para a maioria dos espaços angolanos, garantindo ainda alguma convergência com a nossa filosofia. O objetivo passa por ir apontando falhas que gostaríamos de ver resolvidas pelos gerentes desses locais para bem de todos.

Sem mais rodeios…

Fiz recentemente uma visita a um dos mais emblemáticos restaurantes da ilha, mas desta vez com um sentido mais acurado no que ao serviço diz respeito e, em particular, ao de vinhos e outras bebidas, tendo no entanto uma postura muito benevolente, que poderá originar algumas injustiças, mas que creio ser apropriada para a maioria dos espaços angolanos. O objetivo passa por ir apontando falhas que gostaríamos de ver resolvidas pelos gerentes destes espaços.

Enquanto esperava pelos demais comensais resolvi pedir um Gin Tonic. Parece que a febre que afeta muitos dos apreciadores desta bebida aina não passou por aqui…

O espaço, extremamente agradável, não merecia uma carta de vinhos tão banal, cheia de lugares comuns e com erros imperdoáveis como o de apresentar um Alvarinho sem designar o produtor. Não me vou alongar mais, para que não fiquem com a ideia que este é um lugar a evitar. Não, não é mesmo. É um local bonito com boa comida, de que falaremos mais à frente, com atenciosos chefes de sala (pena os empregados não terem a mesma desenvoltura) e ótimo ambiente.

chillout rechioldi

Não experimentei entrada alguma, mas provei dois pratos principais:

– Um Leitão Crocante que apresentava uma relação pele crocante versus carne de leitão deficitária, mais ainda se atendermos ao nome do prato, acompanhado por uma finíssimas batatas fritas às rodelas (que pena terem sal a mais!) e um delicioso esparregado de grelos (e tão difícil é encontrar isso por estas paragens…)

– O Lombo de Vaca com Risotto de Cogumelos estava bem mais agradável, com apenas uma nota negativa na cozedura do arroz, que precisava estar mais al dente, sendo que também entendo a atitude defensiva por parte do Chef (se ele viesse como deve ser a maioria dos clientes diria que estava cru…). O lombo vinha mal passado, como pedido, com uma macieza e qualidade como não me lembro de comer em Luanda. Delicioso!

A nota mais negativa deveu-se mesmo ao empregado de mesa, que me apercebi, tinha basicamente a nossa mesa para servir, conseguiu estar desatento a maioria das vezes e pior, trazer um vinho, o tal Alvarinho, uma hora e meia depois de ser pedido e quando já não fazia falta nenhuma, dizendo-me para o beber porque já estava pago?! De facto, alguém da mesa tinha já pago o jantar e foi incluída esta garrafa na conta, com a agravante de não terem sequer respondido à pergunta que se impunha: “Quem é o produtor deste Alvarinho?”. Mau demais!

Apesar do empregado, tudo o resto é suficientemente bom para merecer a vossa e a minha visita muito em breve. Até lá…

– Rechioldi Prazenteiro, “Especialista em vida ociosa”

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