PotLuck Club | Cape Town

In Cape Town, Features, International, Puxado / Upmarket $$$, Restaurants, South Africa by Luanda NightlifeLeave a Comment

Click here for English

“Quem cá vem uma vez quer sempre voltar”! Isto nos foi dito na nossa primeira viagem à cidade mãe da África do Sul, Cape Town. E o facto de estarmos de volta concretiza a profecia.

Desta vez, após explorarmos o sector mais informal (Mzoli’s), bem como a rota dos vinhos em Western Cape e as 48 horas na “Cidade Mãe”, fomos atrás dos gourmets mais renomados da cidade. O objectivo principal era um jantar no The Test Kitchen, mas a concorrência é tanta, que as vagas esgotam-se num piscar de olhos, sendo necessário reservar com meses de antecedência.

Mas, como bons anfitriões, deparando-se com a impossibilidade de satisfazer o nosso pedido, a equipa do The Test Kitchen sugeriu-nos uma alternativa, que foi aceite e cuja experiência dividimos convosco nas próximas linhas. Embora menos que o seu similar, este restaurante também goza de grande popularidade, tanto que conseguimos marcar os últimos lugares disponíveis para o jantar com 4 semanas de antecedência.

O seu nome é The PotLuck Club. Situa-se num bairro em ascensão nos arredores do centro da Cidade do Cabo, no icónico Old Biscuit Mill. O restaurante está no andar mais alto do edifício e o acesso é feito através de um elevador panorâmico, que nos permite desfrutar de uma vista privilegiada da área. Achamos que esta poderá talvez ser a melhor maneira de começar uma experiência do género.

O restaurante é especializado em tapas, incorporando elementos locais nas suas receitas que podem ser definidas como interpretações modernas desta variedade gastronómica de origem espanhola.

A cultura de tapas, sob as vestes dos famosos petiscos, sempre foi apreciada em Angola. Lembro-me dos tempos dos famosos “matabichos de garfo”, onde essas iguarias eram confeccionadas para o deleite dos mais-velhos em casa. 

Actualmente, os petiscos servidos em Luanda (e provavelmente até no resto do país) têm estado a ser cada vez mais inovadores e apreciados pelo público, um fenómeno carimbado pela iniciativa denominada “Rota dos Petiscos Tigra“, do Luanda Nightlife. Nesse contexto, a nossa “crítica” ao PotLuck Club não poderia ter sido mais oportuna.

Complementando a viagem de acesso ao estabelecimento, a própria entrada se apresenta de forma imponente à saída do elevador. O elemento mais marcante é o logo do restaurante no espaço entre o corredor e a porta de entrada, dando assim as boas vindas aos clientes. Após a recepção pelo pessoal da casa, fomos dirigidos à nossa mesa: no balcão adjacente a cozinha, na parte central das traseiras da sala. 

Como é comum em estabelecimentos especializados em tapas, o menu do PotLuck Club não é estruturado da forma habitual, com entradas e pratos principais. Ao invés, o cliente encontra na sua mesa além da ementa, uma lista na qual os pedidos seleccionados são anotados e entregues aos “garçons”. Estes podem ser realizados a qualquer altura da refeição e estão divididos em 6 grupos distintos: “salty”, “sweet”, “umami”, “sour”, “bitter” and “sweet ending”.

A sequência dos pratos no nosso jantar foi a seguinte:

  • Tartare de vaca com gemas de ovos de codorniz e torradas. Um prato especial no dia que não faz parte do menu habitual;
  • Arancini com parmesão e mozzarela de bufalo (umami);
  • Ovo frito a Wok com alho preto, purê de cogumelos e espargos assados (umami);
  • Sliders de peixe PotLuck Club (umami);
  • Barriga de porco Pho (sour);
  • Alcatra de Springbok com ketchup de beterraba (sweet);
  • Fillet de vaca fumado com pimenta preta e molho de “cafe au lait” trufado (umami);
  • Batata frita de grão, parmesão e queijo de cabra com aioli e ketchup de tomate (salty);
  • Tarte de chocolate cocoafair com gelado de bourbon e pó de limão, alfazema e café (sweet ending);
  • Heaven’s bacon (bacon dos céus – tradução livre): tarte da maçã e amêndoas com manteiga de amendoim queimada, gelado de pipocas, gomas de maçã e bacon polido com xarope de ácer (sweet ending);

O elenco é sem dúvidas composto por altas estrelas, com o arancini – cremoso e com a textura perfeita; o tartare – tenro e a jorrar sabores na boca; e a barriga de porco – como habitual, sem desiludir! Uma das nossas partes preferidas do porco; a merecerem uma menção especial. 

No entanto e como em todos os casos, dentre as estrelas, há sempre as que brilham mais. Nesse caso, sem grandes margens pra erro, os mais destacados foram os sliders de peixe – mini hamburgers que levaram as nossas papilas gustativas à outros patamares (após recuperarem-se das queimaduras, uma vez que vêm extremamente quentes) e o bacon dos céus – uma sobremesa com bacon… serão precisas explicações adicionais?!!?

Se as descrições não deixam bem claro, provavelmente as fotos o farão. Caso nem estas sejam convincentes o suficiente, aproveitamos a afirmar o óbvio: esta foi uma experiência gastronómica excelente!

O frenesim da cozinha, ver os pratos ganharem forma bem na frente dos nossos olhos, o ambiente, cores, texturas, sabores… enfim! Uma vivência multi-sensorial muito bem conseguida e altamente recomendada.

Se estiver a planear uma viagem à Cape Town, então não se esqueça de fazer uma reserva neste que, sem dúvidas, deve figurar dentre os melhores restaurantes da cidade. 


“If you come here once, you will always want to come back”! That is what we have been told during our first trip to South Africa’s mother city, Cape Town. And the fact that we are back fulfills the prophecy. 

This time around, after exploring the informal settings (Mzoli’s), wine tourism in the Western Cape and after the 48 hours in the “Mother City”, we went after the city’s most renowned gourmets. The aim was to get a table at The Test Kitchen, but they are so popular that the openings are sold out in the blink of an eye. As such, one needs to make the bookings a few months in advance. 

However, since they were unable to grant us our wish, The Test Kitchen staff was kind enough to suggest an alternative restaurant (as any proper host would). The suggestion was promptly taken up: an experience that will be shared with you on the remainder of this post. Although less that its sister restaurant, the one suggested is also very popular, so much that we managed to book the last 2 seats available for the night 4 weeks beforehand. 

The place is called The PotLuck Club. It is found in a hip neighborhood on the outskirts of Cape Town (Woodstock), in the iconic Old Biscuit Mill. The restaurant is on the top floor of the building and is accessed through a panoramic lift that allows us to enjoy a magnificent view of the area. We actually believe that this might be the best way to start an experience of this kind. 

The restaurant is devoted to tapas, incorporating local elements into its recipes, which can be defined as modern interpretations of this gastronomic specialty originally from Spain. 

The tapas culture, disguised as “pestiscos”, has always been well appreciated in Angola. I recall that back in the days we used to have the infamous “matabichos de garfo”, which consisted of tapas-like dishes for the enjoyment of the grown ups at home.

Nowadays, the “petiscos” served in Luanda (and probably even all over the country) are becoming highly innovative and increasing in public adherence, a trend that is being asserted by the “Rota dos Petiscos Tigra“, by Luanda Nightlife. In this setting, our review of the PotLuck Club could not have been better timed. 

Complementing the journey to access the restaurant, the entrance presents itself grandiosely as one steps out of the lift. The most remarkable element is the restaurant’s logo, placed in the space between the corridor and the front door, welcoming the patrons. As we are received by the hosts, they take us to our table: the counter surrounding the actual kitchen, at the far center of the room. 

As it is usually the case with restaurants specialized in tapas, PotLuck Club’s menu does not follow the usual structure, discriminating between starters and main course. Instead, over their table the guests will find a list alongside the menu, where the orders are written in pencil and handed to the attendants. These can be placed anytime during the meal and are grouped into 6 categories: “salty”, “sweet”, “umami”, “sour”, “bitter” and “sweet ending”.

Our picks for the night were the following (in order of “appearance”):

  • Beef tartare with quail yolks and toast. This was a special, not usually in the menu;
  • Parmesan and bufallo mozzarella arancini (umami);
  • Wok fried egg with black garlic, mushroom puree and charred espargus (umami);
  • PotLuck Club fish sliders (umami);
  • Pork Belly Pho (sour);
  • Springbok rump and beetroot ketchup (sweet);
  • Smoked beef fillet with black pepper and truffle cafe au lait (umami);
  • Chickpea, goat cheese and parmesan fries with aioli and tomato ketchup (salty);
  • Cocoafair chocolate tart with bourbon ice cream, lavander and coffee powder (sweet ending);
  • Heaven’s bacon: almond and apple tart with burnt peanut butter, popcorn ice cream, apple gummies and maple glazed bacon (sweet ending);

This cast is undoubtedly made up of big stars that deserve acknowledgement, such as the arancini – creamy and with a perfect texture; the tartare – very soft and oozing flavor in the mouth; and the pork belly – as usual, not disappointing! One of our favorite pork cuts. 

However, as it is always the case, even amongst stars, there are the ones that do shine brighter. In this instance, one can safely state that the most outstanding dishes of the night were the fish sliders – mini hamburgers that took our taste buds to a completely different level (after recovering from the burns, since we have learnt the hard way that they do come out sizzling hot); and the heaven’s bacon – a dessert with bacon and maple syrup… what else is there to add?!!?

If the descriptions don’t make it clear enough, probably the photos do. In case not even these are convincing, we will state the obvious: this was an outstanding gastronomic experience!

The buzz in the kitchen, witnessing the dishes taking shape right in front of our eyes, the vibe, colours, textures, flavours…  everything! A very well achieved and highly recommended multi-sensorial experience. 

If you are planning a trip to Cape Town, don’t forget to make a booking for this restaurant, that unquestionably features amongst the best in town.

*Cover photo by The PotLuck Club

Comments

comments