Falta de Divisas? Onde Ir Pra Fora, Cá Dentro

In Acessível / Affordable $, Angolan, Benguela, Features, Funda, Hotels, Kuando-Kubango, Kwanza-Sul, Lubango, Mediano / Average $$, Namibe, Praia, Puxado / Upmarket $$$ by Luanda NightlifeLeave a Comment

No momento em que escrevemos estas linhas, 100 USD custam 72.000 AKZ no mercado informal. É practicamente impossível adquirir divisas nos bancos comerciais. Não há dólares, não há Euros, não há moeda estrangeira. Como consequência, as pessoas simplesmente pararam de viajar para fora, ou então o fazem com muito menos frequência. Mas será este o motivo para ficarmos eternamente em casa, presos num filme de terror financeiro, na incapacidade de sairmos deste pesadelo? Não nos parece.

Não vamos aqui fingir que existe turismo interno no verdadeiro sentido deste conceito, e muito menos uma indústria organizada e estruturada que o suporte. Entretanto, já começam a haver algumas opções, ainda que apenas para viajantes com um poder de compra acima da média. Estas opções são invariavelmente mais baratas que o custo total de trocar Kwanzas na rua e efectuar uma viagem ao exterior, e oferecem a oportunidade de conhecer a imensidade e o potencial turístico deste país. Partilhamos aqui alguns lugares espalhadas por Angola, desde fazendas a safaris, bem como dicas sobre como viajar sem sequer pagar estadia, fazendo algo que muita gente, incluindo os nossos amigos do Views of Angola, faz há muito tempo: campismo.

Sem mais rodeios:

Lodge Kapembawé (Benguela)
Mubanga Lodge (Luanda)
Flamingo Lodge (Namibe)
Pululukwa Resort (Huíla)
Rio Cuebe Lodge (Kuando-Kubango)
Fazenda Rio Iris (Kwanza-Sul)
Camping
Passeios com a Eco-Tur

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Lodge Kapembawé

Kapembawé3Localizado na comuna de Talamajamba, município da Baía Farta, o Lodge Kapembawé está “inserido no Parque Ambiental AMAC, uma extensa área mista de savana com acentuados declives, enquadrada a oeste pelo Atlântico, a sul pelo Rio Coporolo e a este/norte por relevos expressivos.” Apesar de estar apenas a 45 minutos da cidade de Benguela, a sensação que se tem no Lodge é uma de isolamento, sossego e paz.

O Kapembawé é um dos nossos lodges preferidos no país devido ao leque de actividades que oferece: pode optar por um safari pelo parque (vivem aqui diversos animais, entre macacos, oryx, zebras da planicie, cabras de leque, punjas, bambis, gnus, e girafas; passeios de iate pela costa benguelense, passeios de burro e bicicleta, pesca no Rio Coporolo, mergulhos na maravilhosa piscina, BTT, paintball, e várias outras.

O Lodge participou no último Benguela Restaurant Week e tem uma cozinha de realce, comandada pelo chef angolano Alfredo Gonçalo; é comum receber residentes das cidades de Benguela e Lobito que aparecem de propósito para comer no restaurante.

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A diária no Lodge Kapembawé é de 18.000 AKZ para um quarto de casal num dos 20 bungalows, com pequeno almoço incluído. O quarto mais básico, o “Basic T1”, custa 13.500 AKZ com pequeno almoço incluído. As actividades são pagas à parte.

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Aproveite para visitar o parque e usufrua de 10% de desconto em alojamento na apresentação do seu bilhete TAAG.

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Fotos: Lodge Kapembawé e LNL

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Mubanga Lodge

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De Luanda Sul até ao Mubanga Lodge, um resort rústico localizado nas margens da Lagoa Kilunda, na Funda, são cerca de 1 hora e 20 minutos, viajando tranquilamente. Apesar da curta distância em relação a capital angolana, quando chegamos ao Mubanga é como se estivéssemos num outro mundo. Respira-se ar puro, ouvem-se cantos de aves e uma muito bem-vinda ausência de barulho. No fim da nossa estadia, não nos apetecia regressar à Luanda e à…realidade. E é precisamente esta a magia do Mubanga.

O resort fica localizado no Bairro 56, Funda, município de Icolo e Bengo. A maneira mais fácil de chegar é via auto-estrada. Pegue a Via Expresso em direcção à Viana e vá até ao fim da mesma, que é o cruzamento com a Estrada de Cacuaco (Estrada Nacional 110). Curve à direita e leve a EN110 cerca de 35 mins (39km) rumo ao sul. Por esta altura já vai ver o sinal a dizer “Bairro 56”; em frente ao restaurante do mesmo nome, curve à esquerda, numa rua de terra batida. O Mubanga Lodge fica no fim desta rua. Se estiver no centro da cidade, o conceito é o mesmo: apanhe a Estrada de Cacuaco e depois de passar a vila do mesmo nome, mantenha-se do lado direito na primeira bifurcação para permanecer na EN110 até à Lagoa do Kilunda e o Bairro 56.

A cozinha do restaurante gourmet do Mubanga Lodge é certamente um dos destaques do resort. Tem espaço para melhorar, e não fomos fãs de todos os pratos, mas foi sem dúvidas um dos pontos fortes da nossa estadia. O conceito é de um menu degustação: tanto o almoço como o jantar contêm quatro pratos incluindo peixe, carne, e sobremesa, ao critério do chef em serviço. O bar oferece diversas bebidas (que são cobradas à parte) incluindo sumos naturais, cervejas, caipirinhas (a de maracujá é particularmente boa) e mais.

A diária do Mubanga é de 46.000 AKZ e inclui a pensão completa: pequeno almoço, almoço e jantar. As bebidas pagam-se à parte.

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Fotos: Mubanga Lodge e LNL

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Flamingo Lodge

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Quando pensamos no Flamingo Lodge, a primeira palavra que nos vem a mente é “sossego”. Já a melhor sensação é a de adormecer ao som das ondas do oceano Atlântico. Localizado numa praia de 70km de cumprimento, o Flamingo é o único sinal de presença humana nesta parcela da costa do Namibe. À nossa volta é só mar e deserto. O Lodge em si é composto por 11 bungalows rústicas, no verdadeiro sentido da palavra, sem qualquer luxo. Porém, as camas são confortáveis, os autoclismos funcionam e o chuveiro tem água quente. Albergam, entre elas, um total de 30 pessoas. Há também um campsite para os que preferem dormir em tendas no deserto. O edifício principal do Flamingo alberga o refeitório e o pequeno bar e a geleira repleta de cervejas N’gola a estalar. É o único lugar no lodge com televisão e internet. O Lodge é detido e gerido por um casal sul-africano que vive lá há vários longos ano.

Do centro do Namibe, a viagem para o Flamingo Lodge demora aproximadamente 1 hora. Durante a viagem, após saírmos do asfalto e entrado na picada, somos rodeados apenas das areais do deserto e o imenso mar. Em alguns pontos, tivemos de conduzir na praia a escassos metros das ondas bravas. Mas que cenário. Finalmente, lá no horizonte, vimos materializar o nosso destino.

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Em frente ao Lodge tem a imensidade do Atlântico. A praia é segura para natação, surf e pesca, e o estabelecimento tem disponível algumas pranchas e material de pesca. As águas do mar aqui variam entre os 18°-24° C, dependendo da altura do ano. Por perto está situada a foz do Rio Flamingo, que dá nome ao Lodge e que se encontra seco durante a grande maioria do ano. As noites do Flamingo são mágicas – nunca mais tinhamos visto um céu assim. A lua brilha intensamente e devido a total ausência de luzes artificias, é possível ver a galáxia em si. São tantas as estrelas…O Flamingo é também um grande destino para os amantes de pesca desportiva, e todos os anos atrai os amantes desta practica vindo dos quatro cantos do mundo, principalmente a África do Sul.

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A acomodação no Flamingo Lodge custa 19.250 AKZ por pessoa por noite. Isto inclui as três refeições diárias, todos os refrigerantes, cervejas e garrafas de água. O transporte da cidade do Namibe para o Lodge custa 11.000 AKZ por carro (4 lugares), apenas ida; de Lubango para o Flamingo custa 55.000 AKZ. Tem também a opção de fazer um tour pelo deserto, que nós fizemos e recomendamos vivamente. O tour pelo deserto leva-o às dunas, à abandonada Igreja da Nossa Senhora dos Navegantes, ao oásis dos Arcos e à praia dos naufrágios, e o Lodge faz-lhe o almoço para levar (cervejas incluídas). O preço: 55.000 AKZ por carro, sendo que cada carro pode levar um máximo de 4 pessoas.

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Fotos: Flamingo Lodge e LNL

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Pululukwa Resort

Pululukwa Night

Não se precisa de muito tempo para se chegar a conclusão que o Pululukwa é o melhor resort do seu género em Angola. Incrivelmente extenso e de uma beleza singular, este aldeamento turístico cobre uma área de 100 hectares, reaproveitando assim o que era antigamente uma fazenda agrícola. A beleza, o verde, o ar puro, o som da água dos fontanários nos lagos e o canto dos pássaros, tudo isto faz-nos sentir a anos luz do frenesim de Luanda e da movimentação do Lubango, impondo em nós uma calma e um sossego delicioso. Pululukwa significa ‘descanso’ em Umbundo. Rapidamente percebemos o porquê do resort ser batizado com este nome.

Pululukwa Bungalows

Localizado no bairro da Mapuda, nos arredores do Lubango, o Pululukwa está dividido em três “aldeias” distintas, cada uma com vários bungalows de diversos tamanhos; são elas a Aldeia Madeirense, contendo 8 habitações familiares com arquitectura típica desta ilha portuguesa, o Kimbo Muholo, onde os 21 bungalows seguem os traços arquitectónicos das habitações dos povos huílanos Nhaneca Humbi, e a maior delas, a Aldeia Zulu, com 31 bungalows do estilo sul-africano. A nossa equipa ficou hospedada no Kimbo Muholo.

Os seres humanos não são os únicos habitantes do Pululukwa: o resort é também habitado por uma variedade da animais, incluindo zebras, antílopes, uma grande variedade de aves, e até jacarés num dos lagos (devidamente assinalado e com protecção, claro).

Pululukwa Gazela

Restaurante dos Lagos é o nome do restaurante do Resort, e fica localizado num longo edifício de pedra ao lado da recepção. Os lubanguenses dizem ser um dos melhores da cidade, se não o melhor, e frequentam o restaurante principalmente aos fins de semana. É um dos pontos altos da estadia no Resort.  Durante a quadra festiva o habitual e muito bem referenciado serviço à la carte do restaurante está indisponível, mas o buffet vai para além do considerado normal nos buffets hoteleiros de Angola. Já o menu à la carte é mesmo delicioso.

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A diária no Pululukwa Resort para um casal é de 23.000 AKZ nos fins de semana com direito a pequeno almoço, e 21.000 AKZ entre segunda a quinta. Para um bungalow VIP, o preço é de 26.000 AKZ durante toda a semana, com direito a pequeno almoço. Este preço não inclui o transporte do aeroporto, que custa 5.000 AKZ por pessoa.

Pululukwa Room

Pululukwa Sala

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Reservas: +244 932 565 017 | +244 925 752 400 | pululukwa@gmail.com
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Fotos: Face Studio, Pululukwa Resort e LNL

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Rio Cuebe Lodge

Rio Cuebe Lodge River

Ainda é raro ver o nome da província de Kuando Kubango sem as 5 palavras que sempre o acompanham: “terras do fim do mundo.” Felizmente, a maior província de Angola começa a dar os seus primeiros tímidos passos no que toca à sua oferta hoteleira. Ninguém da equipa do LNL visitou ainda o Rio Cuebe Lodge, mas tanto os nossos media partners Rotas & Sabores como a revista Austral da TAAG escreveram artigos muito positivos sobre este lugar.

Rio Cuebe Lodge LuxHunters Sunset

Localizado nas margens do Rio Cuebe, a cerca de onze quilómetros de Menongue, capital provincial, e inaugurado em fins de 2013, o Lodge destaca-se pela sua luxuosidade, extensão, safari e beleza natural. “É um estabelecimento hoteleiro que procura acompanhar os primeiros passos do turismo de aventura em Angola. Possui comodidades ao nível de hotel de cinco estrelas,” escreveu Carlos Lousada da Austral. “Actualmente, a capital do Kuando Kubango oferece os serviços de um dos lodges que pode ser incluído na lista dos melhores de Angola,” concorda Pedro Correia da Rotas & Sabores.

Rio Cuebe Lodge Aerial

Girafas, gazelas, gnus, gungas e zebras são alguns dos habituais residentes dos 200 hectares que compõem o parque florestal do Rio Cuebe Lodge; uma das principais atrações do resort é precisamente o safari. O Lodge também dispõe de piscina, um business & conference center, 34 suites, um spa com massagens tailandesas, e claro, um restaurante sofisticado.

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Mas não vem barato. A diária no Rio Cuebe Lodge com pensão completa para um casal custa 70.000 AKZ; se preferir apenas o alojamento e pequeno almoço, terá de pagar 50.000 AKZ. O safari para grupos de até 4 pessoas custa 25.000 AKZ, e o spa também paga-se à parte: 10.000 AKZ para uma hora e 18.000 AKZ para duas.

Rio Cuebe Lodge LuxHunters Campo

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Reservas: +244 940 371 873 | +244 917 260 086 | reservas@riocuebelodge.com | info@riocuebelodge.com

Fotos: Lux Hunters e Rio Cuebe Lodge

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Fazenda Rio Íris

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Escondida entre os exuberantes morros tropicais da província do Kwanza Sul está uma fazenda que foi erguida em 1975, ano em que Angola tornou-se independente. Rodeada de verde, a Fazenda Rio Iris é o lugar ideal para passar um fim de semana prolongado se procura pela hospitalidade à moda antiga, se gosta de caminhar na natureza e se gosta daquela beleza que só o campo nos pode oferecer.

A experiência inesquecível e relaxante que é uma visita à Fazenda Rio Iris – também conhecida como Fazenda Rio Uiri – onde a diária são 14.000 AKZ para um quarto duplo incluindo o pequeno almoço, começa com a espectacular viagem de 5 horas de carro entre Luanda e Conda. O caminho para a Fazenda confirma a fertilidade dos solos do Kwanza-Sul: existem vários mercados cheios de cor ao longo do trajecto, onde se vendem principalmente fruta e vegetais.

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Os buffets do almoço e jantar [4.000 AKZ cada] são servidos num belo celeiro convertido em sala de refeições, com as vigas de madeira expostas, uma decoração de tempos passados e um pé direito enorme. Ao fundo, as gigantes portas de madeira abrem-se para um terraço. Há também disponível um menu à la carte.

Os hóspedes podem explorar as redondezas numa carroça puxada por burros à partir da Fazenda. Há cerca de uma hora de carro, perto do Sumbe, encontrará fantásticas grutas gigantes cheias de morcegos; para lá chegar, terá que caminhar por cerca de meia hora, sempre a descer o morro. Recomendamos vivamente: valem mesmo a pena para qualquer pessoa que queira explorar as belezas naturais deste país. Não tão espetaculares mas igualmente divertidas são as fontes termais naturais que podem ser encontradas há cerca de 15 minutos de carro da Fazenda. Por último mas não menos importante, existem vários trilhos para caminhadas a volta da Fazenda, o que é raro neste país minado e vastamente inexplorado.

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Email: fazendarioiris@hotmail.com

Fotos: Lula Ahrens (LNL)

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Camping

O turismo interno no país não tem de ser feito apenas em hotéis. Todos os guias de turismo já escritos sobre Angola mencionam a possibilidade de acampar, e há muita gente que o faz. Temos amigos, como a malta do Views of Angola (VOA), que tem explorado diversas províncias do país e acampado nelas, muitas vezes perto de marcos turísticos. Entre os conselhos que dão, contudo, é a necessidade de interagir sempre com os aldeões dos locais que visitam, não só para dar a conhecer que pretendem acampar lá mas também por questões de segurança. Se quiser saber mais detalhes sobre este tipo de turismo alternativo, contacte o pessoal do VOA aqui. Outra boa fonte de informação é o Angola Off-Road Forum.

Ao contrário de outros países melhor desenvolvidos, não é comum ver parques de campismo em Angola. Contudo, é cada vez mais comum ver pessoas a acampar, e em alguns lugares, como na praia de Cabo Ledo e na costa benguelense, certamente não será o único. Muitos destes lugares são de difícil acesso, por isso recomendarmos sempre ir com jipes bem equipados e condutores experientes.

Por esta Angola afora, há inúmeros lugares espectaculares para acampar. Partilhamos aqui alguns destaques, enviados pelos nossos amigos:

Pungo Andongo

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Fotos de Ruy Jorge, a apreciar o nascer do sol em Pungo Andongo.

A costa benguelense

Camping Praia Benguela Coral Gillet

Fotos de Coral Gillet, algures no sul de Benguela, depois do Dombe Grande.

Praia da Mariquita, Namibe (em construção)

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Mariquita Valley

Este projecto, localizado numa bela praia deserta da província do Namibe, é gerido em parceria com o empreendimento hoteleiro Kimbo do Soba, do Lubango. Infelizmente o aldeamento, que incluirá bungalows e um pequeno parque de campismo, ainda está em construção, sem data prevista de abertura. Contudo, talvez os mais aventureiros podem montar tendas e usufruir da magnífica praia.

Praia da Mariquita Rochas

Localização

Praia da Mariquita1

Praia da Mariquita Website

Fotos: Praia da Mariquita

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Passeios com a Eco-Tur

EcoTour Cover

Participar nas famosas excursões da Eco-tur é uma das melhores maneiras de conhecer o país. Esta operadora turística opera no mercado a largos anos e é liderada por uma equipa experience, que trabalha e viaja em Angola desde os anos 80. “O nosso objectivo é desenvolver em Angola o ‘turismo de aventura’ e outras actividades relacionadas, seguindo o tema ‘Descubra Angola connosco’. Valorizamos as paisagens virgens das nossas selvas e praias e o nosso objectivo é de as preservar respeitando o seu estado natural,” explicam no seu portal. “Actividades de aventura abundam e elas incluem pesca desportiva em águas e barcos com Recordes Mundiais, todo o tipo de desporto náutico na baía do Mussulo ou somente laser nas areias douradas das muitas praias desertas (365 dias no ano se você tiver tempo!), ou surfar nas águas quentes de Cabo Ledo, observar aves, visitar parques nacionais apenas para enumerar alguns,” concluem.

EcoTur Cabuta

Eco-Tur Website
Eco-Tur Facebook

Fotos: Eco-Tur

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At the time we write this, 100 USD costs up to 72,000 AKZ in the informal market. It is practically impossible to acquire foreign currency in commercial banks. No Dollars, no Euros. As a result, people simply stopped traveling abroad, or do it with much less frequency. But is this the reason to stay home forever, trapped in a financial horror movie, unable to escape the nightmare? We don’t think so. 

Lets not pretend that in Angola there is domestic tourism in the true sense of the concept, much less a structured and organized industry to support it. However, there are some options, though only for travelers with an above-average purchasing power. These options are invariably cheaper than the total cost of exchanging Kwanzas on the street and making a trip abroad, and offer the opportunity to get to know the immensity and the tourist potential of this country. We share here some places spread across Angola, from farms to safaris, as well as tips on how to travel without paying for lodging, by doing something that a lot of people, including our friends at Views of Angola, have done for a long time: camping. 

Without further ado:

 

Lodge Kapembawé

Located in the village of Talamajamba, municipality of Baía Farta, the Kapembawé Lodge is “inserted into the AMAC Environmental Park, an extensive mixed area of Savannah with steep slopes, framed by the Atlantic on the West, by Coporo River on the South, and slopes towards the Northeast.” Despite being only 45 minutes from the city of Benguela, the feeling that one has in the Lodge is one of isolation, tranquility and peace.

Kapembawé is one of our preferred lodges in the country due to the range of activities it offers: one can opt for a safari in the Park (several animals live here, including monkeys, Oryx, zebras, goats, deer, wildebeest and giraffes); yacht rides off the coast of Benguela, donkey rides, bike rides, fishing in the river Coporo, dives on the wonderful pool, Mountain biking, paintball, and many others. 

The Lodge was a participant in the last edition of Benguela Restaurant Week and has a renowned kitchen, headed by Angolan Chef Alfredo Gonçalo; its quite common for residents of neighboring cities Lobito and Benguela to come to the Lodge solely for the restaurant.

The daily rate at Lodge Kapembawé is 18.000 AKZ for a couple’s bedroom in one of the 20 bungalows available, with breakfast included. The cheapest option, “Basic T1,” costs 13.500 AKZ with breakfast included. The activities are paid separately. 

Take the opportunity to visit the park and enjoy 10% discount on accommodation with the presentation of your TAAG ticket.

 

Mubanga Lodge

From Luanda Sul to Mubanga Lodge, a rustic resort located on the shores of the Kilunda Lake, is about 1 hour and 20 minutes of peaceful travel. Despite the short distance from the Angolan capital, when we got to Mubanga it’s as if we were in another world. There is an abundance of fresh air, birdsongs and a welcome absence of noise. At the end of our stay, we didn’t want to return to Luanda and its reality, which is precisely the magic of Mubanga.

The resort is located in Bairro 56, Funda, municipality of Icolo and Bengo. The easiest way to get there is via highway. Take the expressway towards Viana and go until the end of the expressway, which is the intersection of the Cacuaco road (National Highway 110). Turn right and take the 110 another 35 minutes due south. By now you will see the sign saying “Bairro 56”; in front of a restaurant bearing the same name. Turn left onto a dirt road and Mubanga Lodge is at the end of the road. If you are in the city center the idea is the same; take Cacuaco road and after passing a villa bearing the same name, stay on the right side after the first fork in the road to stay on the 110 until reaching Kilunda lake and Bairro 56.

The cuisine at Mubanga Lodge’s gourmet restaurant is certainly one of the highlights of the resort. There’s room for improvement, and we were not fans of every dish, but it was without a doubt one of the strengths of our stay. The concept is a tasting menu: both lunch and dinner contain four dishes including fish, meat, and dessert, at the discretion of the chef on duty. The bar offers a variety of drinks (which are charged separately), including natural fruit juices, beers, caipirinhas (the passion fruit one is particularly good) and more.

The daily rate at Mubanga is 46.000 AKZ and includes breakfast, lunch and dinner. Drinks are charged separately.

 

Flamingo Lodge

When we think of Flamingo Lodge, the first word that comes to mind is “calm.” The best feeling is falling asleep to the sound of the waves of the Atlantic Ocean. Located on a 70km long beach, the Flamingo Lodge is the only sign of human life in this part of Namibe’s coast. Around us is just sea and desert. The Lodge itself is composed of 11 rustic bungalows, in the true sense of the word, without any luxury. However, the beds are comfortable, the toilets flush and the shower has hot water. The Lodge houses a total of 30 people. There is also a campsite for those who prefer to sleep in tents in the dessert. The main building of the Flamingo houses the cafeteria, a small bar and a fridge filled with ice-cold N’gola beers. It is the only place in the Lodge with Television and Internet. The Lodge is owned and managed by a South African couple that has lived there for several years.

From the center of Namibe, the trip to Flamingo Lodge takes approximately 1 hour. 15 minutes into the trip you leave the asphalt behind and go off-roading, with only desert sand and the sea surrounding you. In some parts we had to drive on the beach just a few meters away from the angry waves, which was a pretty exciting scenario. Finally, there on the horizon, we see our destination materialize out of nowhere. 

In front of the lodge is the immensity of the Atlantic Ocean. The beach is safe for swimming, surfing, fishing, and the establishment has some surfboards and fishing material available. The temperature of the seawater here varies from 18°-24° C, depending on the time of year. Nearby is the mouth of the Flamingo River, which the Lodge is named after, and is dry during most of the year. The nights at the Flamingo Lodge are magical – rarely had we seen a sky like this before. The moon shines brightly and due to the total absence of artificial lights, it is possible to see the galaxy itself. There are so many stars… The Flamingo is also a big destination for sport fishing fans, and every they come from the four corners of the world, with most coming from South Africa. 

Accommodation at Flamingo Lodge costs 19.250 AKZ per person per night. This includes the three daily meals, all soft drinks, beer and bottled water. Transportation from downtown Namibe to the lodge costs 11,000 AKZ by car (4 seats), one-way; from Lubango to the Flamingo costs 55.000 AKZ. You also have the option to take a tour through the desert, which we did and we strongly recommend. The tour through the desert takes you through the dunes, the abandoned Church of our Lady of Navigators, the oasis of Arcos, the shipwreck beach and the Lodge packs you lunch to go (beers included). Price: 55,000 AKZ per car, and each car can carry a maximum of 4 people. 

 

Pululukwa Lodge

You don’t need a long time to reach the conclusion that the Pululukwa is the best resort of its kind in Angola. Incredibly vast and with a unique beauty, this tourist village covers an area of 100 acres, reclaiming what was once a working farm. The beauty, the green, the fresh air, the sound of the water coming from the fountains in the lakes and the singing of the birds, all this makes us feel light years from the frenzy of Luanda and bustling of Lubango, imposing on us a calm and welcome tranquility. Pululukwa means ‘rest’ in Umbundo. We quickly realized why the resort was baptized with this name.

Located in the neighborhood of Mapuda, on the outskirts of Lubango, Pululukwa is divided into three distinct ‘villages,’ each with several bungalows of various sizes; there is the Madeirense Village, containing 8 family houses with typical architecture of this Portuguese island, there is Kimbo Muholo, where the 21 bungalows follow the architectural traits of the dwellings of the local Huila people, the Nhaneca Humbi, and the biggest village, the Zulu village, contains 31 bungalows inspired in South African style. Our team stayed at Kimbo Muholo.

Humans are not the only inhabitants of Pululukwa Lodge: the resort is also inhabited by a variety of animals, including zebras, antelopes, a wide variety of birds, and even alligators at one of the lakes (properly marked and with protection of course). 

Restaurant dos Lagos is the name of the Resort’s restaurant, located on a long stone building next to the reception area. The locals from Lubango tend to say its one of the best restaurants in the city if not the best, and frequent the restaurant mostly on weekends. It is one of the highlights of the stay at the resort. During the holiday season the very good a la carte service is unavailable, but the buffet goes beyond what is considered normal for hotel buffets in Angola. The a la carte menu is also really good.

A day at Pululukwa Resort for a couple is 23.000 AKZ on weekends with breakfast included, and 21.000 AKZ from Mon-Thursday. For a VIP bungalow, the price is 26.000 AKZ all week, with breakfast. This price does not include transportation from the airport, which costs 5.000 AKZ per person.

 

Rio Cuebe Lodge 

It is still rare to see the name of province of Kuanda Kubango without the 5 words that always accompany it: “lands at the end of the world.” Fortunately, the largest province of Angola starts to take its first timid steps in its hotel and tourism offers. Nobody from the LNL team has visited the Cuebe River Lodge, but both our media partners Rotas & Sabores as well as TAAG’s magazine Austral, have written very positive articles about this place.

Located on the banks of the Cuebe River, and roughly 11 km from Menongue, the capital of the province, inaugurated at the end of 2013, the Lodge stands out for its luxurious, extensive safari and natural beauty. “Its an establishment that seeks to follow the first steps of adventure tourism in Angola. It has facilities fit for a five star hotel,” wore Carlos Lousada of Austral. “Presently, the capital of Kuando Kubango offers the services of one of the lodges that can be included in the list of best in Angola,” agrees Pedro Correia of Rotas & Sabores.

Giraffes, Gazelles, Wildebeests, and Zebras are some of the usual residents of the 200 acres that make up the Park at Cuebe River Lodge; one of the main attractions of the resort is the safari. The Lodge also offers a swimming pool, a business & conference center, 34 suites, a spa with Thai massage, and a fine restaurant. 

But it doesn’t come cheap. A day at the Cuebe River Lodge with everything included for a couple, costs 70.000 AKZ; if you prefer just the bed and breakfast it costs 50.000 AKZ. Safari for groups of up to 4 people costs 25.000 AKZ, and the spa is also paid separately: 10.000 AKZ for an hour and 18.000 AKZ for two.

 

Fazenda Rio Íris

Hidden among the lush tropical hills of Kwanza Sul is a farm that was erected in 1975, year of Angola’s independence. Surrounded by green, the Iris River Farm is the ideal place to spend a long weekend for the old-fashioned hospitality, if you like walking in nature and if you enjoy the beauty that only the countryside can offer.

The unforgettable and relaxing experience that is a visit to the Iris River Farm – also known as Uiri River Farm – where the daily rate is 14.000 AKZ for a double room including breakfast, starts with the spectacular 5 hour trip between Luanda and Conda. The path to the farm is littered with fertile Kwanza Sul soil and there are several markets along the way with lots of colorful produce, where they sell mainly fruit and vegetables.

Lunch and dinner buffets (4.000 AKZ each) are served in a beautiful barn converted into a dining room, with exposed wooden beams, a decoration of times past. In the background, the giant wooden doors open onto a terrace. There is an a la carte menu available as well.

Guests can explore the surroundings at the farm on a cart pulled by donkeys. About an hour’s drive away, near Sumbe, you will find amazing giant caves full of bats; to get there, you have to walk for about half an hour downhill. We strongly recommend the trip: it’s worth it for anyone wanting to explore the natural beauty of this country. Not so spectacular but also fun are the natural hot springs that can be found about 15 minutes by car from the farm. Last but not least, there are several hiking trails around the farm, which is rare in this mined and vastly unexplored country.

 

Camping

Domestic tourism does not have to be done only in hotels. All tour guides ever written about Angola mention the possibility of camping, and there are plenty who do. We have friends like the guys over at Views of Angola (VOA), who have explored several of the country’s provinces and camped there, often near tourist landmarks. People have advised of the need to interact with the villagers in the places they visit, not only to make that they’re camping there but also for security reasons. If you want to know more details about this type of alternative tourism, contact the VOA team here. Another good source of information is the Angola Off-Road Forum

Unlike other more developed countries, it is not common to see campsites in Angola. However, it is increasingly common to see people camping and in some places, such as Cabo Ledo beach and the Benguela coast, there will be more than a few. Many of these places are difficult to access, so we recommend to always travel with well-equipped Jeeps and experienced drivers.

Throughout Angola there are numerous spectacular camping sites. We share here a few highlights, sent by our friends.

 

Mariquita Beach

This project, located in a beautiful deserted beach in the Namibe province, is managed in partnership with the Kimbo do Soba hotel group from Lubango. Unfortunately, the resort is still under construction; it will include bungalows and a small campsite but there is no estimated inauguration date. However, perhaps the more adventurous can set up tents and enjoy the magnificent beach.

 

Eco-tour

Participating in one of the famous Eco-tour excursions is one of the best ways to see the country. This eco-tourism operation has been on the market for many years and is led by an experienced team which has been travelling and working in Angola since the 80s. “Our aim is to develop ‘adventure tourism’ in Angola and other related activities, following the ‘Discover Angola with us’ theme. We value the untouched landscapes, jungles, and beaches and our aim is to preserve their natural state,” as explained on their website. “Adrenaline and adventure activities abound and include sport fishing in record holding boats and waters, all kinds of nautical sports in the Mussulo Bay or just chilling and having a good time in one of the many deserted beaches (365 days a year if you have time!), or surf in the warm waters of Cabo Ledo and even bird watching, as well as visiting national parks just to name a few,” they explain.

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