Cacimbo? Aqui está quente!

In Angolan, Features, Ilha de Luanda, Live Music, Maculusso, Maianga, Marginal, Mediano / Average $$, Mutamba, Portuguese, Puxado / Upmarket $$$, Restaurants by Luanda NightlifeLeave a Comment

Quando começa, começa timidamente. Quase nem damos por ele. Mas aos poucos, o vento começa a soprar mais intensamente, as noites começam a ficar mais frias e damos por nós a dar nova vida aos nossos casacos. Chegou o cacimbo. Muitos dos mais famosos restaurantes luandenses têm esplanadas para se poder aproveitar os nove meses do ano em que se faz sentir o calor típico do Verão angolano. Como deve adivinhar, estes não são propriamente “amigos” das noites frias do cacimbo. Mas há vários espaços em Luanda que o são. Os restaurantes nesta lista são aconchegantes, quentinhos e acolhedores, perfeitamente equipados para os dias e para as noites da estação fria. Começamos no Maculusso com o Restaurante Xperience, mas passamos também pela Maianga (Tina Restaurante), visitamos França sem sair da Mutamba (Le Petit Bistrot), vamos à incontornável Marginal (Mirage) e até damos uma volta à Ilha (Art’z), um lugar que muitos pensam não ter restaurantes adequados para nos proteger contra os ventos do cacimbo, ainda mais ao lado do mar. Enganam-se!

Chá do cacimbo

Quando entramos num novo espaço em Luanda que difere dos outros, temos tendência para dizer “aqui sinto-me no estrangeiro”, “sinto-me fora de Luanda”. Foi essa a impressão com que ficá- mos quando visitámos pela primeira vez o Xperience, ex-Casa das Baguettes, localizado na Rua Rei Katyavala, no Maculusso. E ao entrarmos, estamos quase condicionados a nunca mais esquecê–lo. O Xperience é um restaurante que não estaria fora do lugar nas zonas mais frias da Europa.

Detentor de uma decoração única em Angola, mas que nos faz lembrar um pouco o restaurante Tina (já lá vamos a seguir), o espaço é bastante acolhedor e, mais importante, totalmente fechado, deixando lá fora os ventos frios do cacimbo. Uma das características que destaca o Xperience é a sua extensa e variada colecção de chás, perfeitos para nos aquecer nesta altura do ano. Recomendamos, por isso, o serviço de chá deste restaurante quando o tempo lá fora estiver menos amigável. Se for ao Domingo, poderá provar o brunch, uma mistura, de origem inglesa, do pequeno-almoço e do almoço (breakfast + lunch = brunch). Vai poder experimentar uma imensa variedade de ovos, salsichas, massas, cereais, iogurtes, sumos naturais… e muito mais.

Aproveite também as várias sopas que preenchem o menu, assim como as sobremesas e os cocktails variados. Dos pratos que saem da cozinha, muito bem comandada pelo chef angolano Valdemar Txicomba, somos especialmente fãs dos que servem leitão, especialmente a deliciosa Terrina. As porções aqui são generosas: entra-se com fome e sai-se de barriga cheia. Pelo caminho, perde-se a noção do tempo e do tempo lá fora.

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Inverno rústico

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O Tina Restaurante & Bar tem uma decoração rústica que nos agrada, comida decente e preços razoá- veis: é um excelente bar e restaurante de bairro, na Maianga, que atende sobretudo os trabalhadores das redondezas na pausa para o almoço, assim como os residentes da rua. Já existe há cerca de 10 anos, mas sofreu recentemente uma grande renovação. É lindo durante o dia, mas o segredo é mesmo ir ao Tina à noite para usufruir do ambiente caloroso e da calma do espaço. Até porque durante a hora do almoço a qualidade do atendimento no Tina às vezes sofre, porque não há empregados de mesa suficientes para tanta procura. Vale a pena também alertar que durante o almoço é mesmo melhor ficar-se pelo prato do dia, já que grande parte do menu não está disponível. A situação muda consideravelmente ao jantar: há mais pratos disponíveis, o atendimento é muito melhor e a há cocktails para se beber.

Como vivemos num país africano com clima tropical, não vemos com muita frequência cenários que nosfaçam lembrar as casas de campo dos países com um clima mais frio. Felizmente, o restaurante Tina dá-nos esta possibilidade. A decoração faz extenso uso da madeira, do ferro e do vidro, criando assim uma imagem de “Europa velha”, mas feita moderna pela comida, pelos talheres, pela loiça e pelo próprio ambiente deste lugar pequeno, mas muito acolhedor. Fica localizado na Rua Amílcar Cabral, a mesma rua que o francês Le Petit Bistrot.

No Tina somos especialmente fãs da Garoupa à la Tina, que é servida com molho de lagosta, batata cozida e legumes. Apesar da simplicidade na confecção e apresentação do prato, o peixe é cozinhado de forma quase perfeita. Também já provámos o Tornedó, que é servido com batatas fritas caseiras. A carne vem por cima de uma cama de pão e, por cima da carne, vem o bacon grelhado. Acompanhado por um bom vinho, é ainda melhor. Para terminar, importa dizer que a simpatia do casal que gere o Tina há mais de uma década é contagiante e faz parte do charme da casa.

Sabores de França

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O Le Petit Bistrot é um aconchegante e romântico restaurante francês na Mutamba, mesmo em frente à loja Porcelanosa. Não tem esplanada ou qualquer área ao ar livre. Neste pequeno francês, apreciamos a decoração bastante sóbria, em tons de preto, cinzento e branco, com alguns detalhes específicos, como o armário de vinho (um detalhe tão francês!) e os para-ventos com imagens antigas de França.

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A gastronomia francesa, ao contrá- rio das lusófonas, aposta mais na qualidade, na combinação de sabores e na decoração do prato, do que na quantidade. Mas no Le Petit Bistrot temos o melhor dos dois mundos: pratos com mestria e em quantidades bastante generosas. Entre os destaques desta cozinha, temos de realçar o Millefeuilles de Beringela (um prato que combina fatias de beringela, queijo e tomate num molho à base de azeite) e o Carpaccio de Carne com Parmesão. O primeiro prato é típico do sul de França, onde os legumes, como o tomate e a beringela, são uma “instituição” na cozinha mediterrânica, sobretudo quando combinados com azeite puro e salsa. O queijo usado é mozzarella fatiada. Sempre delicioso. O carpaccio, tipicamente italiano, mas muito consumido em França, é muito saboroso e é servido numa travessa, numa quantidade bastante generosa que nos deixou com alguma dificuldade (positiva!) em “atacar” o prato principal que se seguiu.

Entre os nossos pratos preferidos estão também o Magret de Pato, um dos melhores de Luanda, e o Sole Meunière (linguado com molho de limão e manteiga). Não saia do restaurante sem provar a Tarte Tatin, uma das nossas sobremesas preferidas. Simplificando, é uma tarde de maçã feita com a fruta para baixo e massa folhada ou quebrada para cima, servida quente com uma bola de gelado de baunilha. É divinal. A massa fina e caramelizada, a fruta quente e saborosa e o gelado fazem a combinação perfeita entre o frio e o quente, característica desta sobremesa. Sim, gelado no cacimbo levanta sobrancelhas, mas neste caso é a junção perfeita.

Com vista para a Marginal

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Perto do Le Petit Bistrot, com uma vista soberba para o Oceano Atlântico e para a Ilha de Luanda (onde está localizado o lindo Restaurante Art’z), o Mirage dá-nos a possibilidade de apreciar a beleza da Marginal sem estar lá fora. A experiência neste restaurante começa logo à saída do elevador. Somos sempre recebidos por uma equipa calorosa e sorridente que nos leva à nossa mesa. O espaço é quente e acolhedor, a ténue iluminação e a música suave tornam-no ainda mais confortável, tranquilo e ideal para diferentes tipos de encontro. Existem ainda salas que podem ser usadas para eventos mais privados. Tem um bar que se adequa ao restaurante e que o complementa. O que talvez retire um pouco de espaço e reduza a harmonia do lugar são as escadas centrais e o grande candelabro. Porém, ambos os elementos estão bem disfarçados por um separador usado como adega.

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O serviço do Mirage é, de facto, diferenciado. Os garçons são bastante simpáticos e reconhece-se facilmente o seu esforço em oferecer soluções ao cliente e em fazê-lo sentir-se em casa – desde a entrada até à saída do restaurante no final da refeição. E falando na refeição, importa realçar a cozinha do Mirage, ao comando do chef Artur Folgado. O menu deste espaço tem um equilíbrio saudável – não é muito grande, nem muito pequeno, com cerca de cinco pratos de carne e peixe e uma variedade interessante de entradas e sobremesas –, e a comida vem relativamente rápido. Destacam-se a Perna de Pato Confitada e o Arroz de Coelho Malandrinho, dois dos nossos pratos preferidos neste restaurante. Para a sobremesa, duas escolhas imprescindíveis: o Bolo de Três Chocolates e o fabuloso Cheesecake.

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Convém lembrar que ao Sábado há brunch das 10h00 às 16h00, uma excelente opção para passar uma tarde de cacimbo a contemplar a Marginal de Luanda. O brunch tem um recheado buffet com queijos, carnes frias, pães diversos, ovos, bacon, tomates no forno, salsichas e chouriços, iogurtes, cereais, e muito mais.

A arte que aquece a alma

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Parece ser um dos segredos mas bem guardados da capital, mas, seguramente, não o será por muito mais tempo. O Art’z é o restaurante do velhinho Hotel Marinha, localizado no Sector Lello da Ilha de Luanda. Enquanto o hotel parece estar parado no tempo, o mesmo não pode ser dito acerca do Art’z, um dos restaurantes mais bonitos da cidade e um lugar que celebra a arte (daí o seu nome), a música e a gastronomia. É, por isso, um espaço único na capital. O acesso a este restaurante faz-se pelo elevador do hotel – o Art’z fica no terceiro piso. Quando as portas do elevador se abrem, somos confrontados com o azul vivo das paredes, a luz e o as portas de vidro do restaurante. Do nosso lado esquerdo está o corredor que dá para o Casino do hotel.

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Ao entrar, a sensação é de estarmos num underground jazz club, à moda nova-iorquina. Mais uma vez, a cor predominante é o azul, que combina muito bem com as obras de arte nas paredes. Os nossos olhos são logo atraídos para o palco situado no fundo da sala, onde todos os meses actuam figuras ilustres do panorama musical angolano. Nomes como Filipe Mukenga, Kizua Gourgel e Paulo Matomina aquecem, e de que maneira, as noites do Art’z, um restaurante sem janelas onde rapidamente se perde a noção do tempo e do frio lá fora. Antes da refeição, pode aquecer-se com os saborosos cocktails da casa no pequenino, mas confortável, lounge do restaurante. Depois, é só deixar que a música e o ambiente lhe aqueçam a alma. E não se preocupe com a hora: o restaurante só fecha às 2 da manhã.

*Este artigo foi publicado no 10º número da revista Rotas e Sabores, que foi às bancas no início de Agosto de 2015. O texto é da autoria do Luanda Nightlife e as fotos são da Rotas e Sabores. 


When it starts, it starts timidly. We hardly notice it. But gradually, the wind begins to blow harder, nights get colder and we find ourselves giving a new life to our coats. Then, cacimbo (that’s right, the cold season) settles in. Many of Luanda’s most famous restaurants have terraces, so we can fully enjoy nine months of hot weather, courtesy of the Angolan summer. But as you might have guessed already, terraces are definitely not the best spot to stay during cacimbo’s cold nights, though there are several venues in Luanda that we might call “cold-friendly”. The restaurants on this list are welcoming, cozy and comfortable, perfectly equipped for the cold season’s days and nights. We start in Maculusso at Restaurant Xperience, visit Maianga neighborhood (Tina Restaurant), travel to France without leaving Mutamba (Le Petit Bistrot), take a side-trip to the inevitable Marginal (Mirage) and even pay a visit to the Island (Art’z), where most people think there aren’t restaurants suitable to protect us against the cold winds since it’s right on the sea. Well, they are wrong!

Cacimbo’s tea

When we go to a new venue in Luanda that’s different from the others, we usually joke about it saying “it feels like we’re abroad”, “this isn’t Luanda”. We had this impression the first time we visited Xperience, former Casa das Baguettes, located on Rua Rei Katyavala, in Maculusso neighborhood. But once inside, it will be hard to forget this place. Xperience is a restaurant that wouldn’t be out of place in Europe’s colder countries. It has a unique décor in Angola, but reminds us a little of Tina Restaurant (which, by the way, comes next on the list). It’s quite cozy and, most importantly, fully enclosed, leaving cacimbo’s winds outside.

One detail that distinguishes Xperience from other places is its extensive and diversified collection of teas, perfect to warm up in this time of year. We strongly recommend you to sip a tea at this restaurant when the weather outside is less friendly. If you pay them a visit on Sunday, then, you’ll have to try Xperience’s brunch, an English expression that merges breakfast and lunch (= brunch) and that’s also a good excuse to taste a wide variety of eggs, sausages, pastas, cereals, yogurts, juices… and much more. You must also try the many different soups on the menu, the desserts and assorted cocktails.

From all the dishes concocted in the kitchen, which is in the very good hands of Angolan Chef Valdemar Txicomba, we love everything involving suckling pig, especially the delicious Terrina. Portions are generous: you enter hungry and leave with a full stomach. And we simply lose track of time and forget about the weather outside. 

Rustic winter

Tina Restaurant & Bar has a rustic décor that pleases us, decent food and reasonable prices: it’s a great neighborhood restaurant and bar in Maianga that serves mainly the neighborhood’s workers and residents at lunch time. It has been around for about 10 years, but has recently undergone a major renovation. It’s beautiful during the day, but the secret is to go there at night to enjoy Tina’s warm and peaceful ambience, because at lunchtime the service quality has its ups and downs, since there aren’t enough waiters for such a high demand. A word of advice: at lunch time you should stick to the day’s special, because much of the menu is not available. At dinner things are quite different. There are more dishes available, the service is definitely better and they also serve tasty cocktails.

As we live in an African country with tropical climate, we seldom see a décor that remind us of those typical countryside cottages in cold countries. Fortunately, Tina offers us that chance. The rustic décor makes extensive use of wood, iron and glass recreating an “old Europe” atmosphere… with a modern touch, though, be it the food, the cutlery, the dishes or the unique atmosphere of this small but cozy place. You’ll find Tina on Rua Amílcar Cabral, the same street as French Le Petit Bistrot.

At Tina we simply love its “Grouper à la Tina” served with lobster sauce, baked potatoes and vegetables. Despite the simplicity in its preparation and presentation, the fish is cooked almost perfectly. We’ve also tasted the Tornedó (filet steak), which is served with homemade French fries. The meat comes on top of a bread bed and is topped with grilled bacon. Choose a good wine and you’ll have a perfect match.

There’s another important detail: the friendliness of the couple who runs Tina for more than a decade is contagious and part of the restaurant’s charm.

French flavors

Le Petit Bistrot is a cozy and romantic French restaurant in Mutamba neighborhood, right in front of Porcelanosa, but it has no terrace or outdoor area. In this small “Frenchy”, we like its sober décor, the black, gray and white tones and some specific details such as the glass wine closet (typically French!) and the room dividers with pictures from old time France. French cuisine, unlike its Lusophone counterpart, places greater emphasis on quality, flavor combination and food presentation as opposed to its quantity. But at Le Petit Bistrot we have the best of both worlds: quality plates and generous quantities.

Among Le Petit Bistrot’s highlights, we’re big fans of the Eggplant Millefeuilles (a dish that combines eggplant, cheese and tomatoes with an olive oil sauce) and the Beef Carpaccio with Parmesan cheese. The first one is a typical southern French dish: vegetables, such as tomatoes and eggplants are true “stars” in the Mediterranean cuisine, particularly when combined with olive oil and parsley. They’ve used slices of mozzarella cheese, which is truly delicious. The carpaccio is typically Italian, but widely consumed in France and is also very tasty and served in a platter in a big, generous portion, meaning it was a factor (though positive!) in our ability to “tackle” the main course that followed.

The Magret de Canard, one of the best in Luanda, and the Sole Meunière (halibut with lemon sauce and butter) are among our favorites. Do not leave the restaurant without tasting Tarte Tatin, one of our favorite desserts. Simply put, it’s a hot upside down tart, where fruit (typically apple) is caramelized and topped again with a pastry crust, either rolled out dough or puff pastry, and served with a scoop of vanilla ice cream. It’s divine. The thin, caramelized crust, the hot and tasty fruit and the ice-cream made the perfect combination of cold and warm that’s characteristic of this dessert. ‘Ice cream in the winter?’, you may ask. Trust us: it’s a perfect match. 

Overlooking the Marginal

Near Le Petit Bistrot, with superb views of the Atlantic Ocean and Luanda Island (where you’ll find the beautiful Art’z Restaurant), the Mirage gives you the chance to enjoy the beauty of the Marginal staying indoors. The experience at this restaurant begins right when the elevator doors open and we walk in: we’re greeted by a friendly and smiling team that will then lead us to our table. The dining room is warm and cozy, the subdued lights and soft music make it even more comfortable, quiet and ideal for different types of meetings. There are also rooms that can be used for more private events. It has a bar that fits well in the restaurant’s concept and that acts as a complement. What may steal some space and reduce the harmony of the place are the central stairs and the large chandelier. But both elements are well disguised by a cellar used as a room divider.

Mirage’s service is definitely different from other restaurants. Waiters are very friendly and do their best to come up with solutions to please you and make you feel at home, from the moment you arrive until you finish your meal. Speaking of meal, it is worth trying Mirage’s kitchen and Chef Artur Folgado’s signature dishes. The menu offers a healthy balance – it is neither too big nor too small and offers five meat and five fish dishes as well as an interesting selection of starters and desserts – and the food comes out relatively fast to your table. The Confit Duck Leg and the Rabbit Rice Malandrinho (cooked in a creamy tomato sauce) are among our favorite dishes in this restaurant. For dessert, you have to try at least these two: Triple Chocolate Cake and the fabulous Cheesecake.

On Saturdays you can have brunch from 10 am to 4 pm, which is an excellent choice to spend a cold afternoon gazing over Luanda’s Marginal. Here, brunch is an over-generous buffet with different kinds of bread, cheese, cold meats, eggs, bacon, baked tomatoes, smoked pork sausages, yogurts, cereals and much more.

Art’z warms your soul

It seems to be one of the best kept secrets in town, but we’re pretty sure it won’t stay secret for much longer. Art’z is the restaurant of the old Marinha Hotel, located on Sector Lello in Luanda Island. While the hotel seems to be stuck in time, the same cannot be said about Art’z: one of the most beautiful restaurants in town and a place that celebrates art (hence the name), music and gastronomy. It’s definitely a unique spot in the capital. It’s easy to get there. Take the hotel elevator and press the 3rd floor button. When the doors open we’re received by the wall’s vivid blue, an incredible light and the restaurant’s glass doors. The corridor that leads to the hotel’s Casino is on your left.

As soon as you walk in, you’ll feel like being in a New York-style underground jazz club. Again, the predominant color is blue, which combines beautifully with the artworks that decorate the walls. Our attention is immediately drawn to the stage located in the back, where big names of the Angolan music scene play every month. Musicians like Filipe Mukenga, Kizua Gourgel and Paulo Matomina do spice up the evenings at Art’z, that’s for sure. And since this a windowless restaurant, we quickly lose track of time and cold outside. Before eating, you can warm up with tasty cocktails in the tiny but comfortable restaurant lounge. Then, let yourself be carried away and warm up your soul with Art’z music and atmosphere. Another thing: forget about the time: the restaurant only closes at 2 am.

*This article was published in August’s Rotas & Sabores magazine, the tenth installment of this publication. Luanda Nightlife wrote the text; photos are by the magazine.

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