LNL Internacional: Praia Inhame Eco Lodge | São Tomé & Príncipe

In *****, Hotels, LNL Internacional, Mediano / Average $$, São Tomé by Luanda Nightlife1 Comment

 

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Mais um ponto no mapa: São Tomé e Principe.

Depois desta viagem, São Tomé vai facilmente ficar na lista dos sítios mais bonitos que conheci de certeza absoluta.

Chegamos à noite e fomos recebidos no aeroporto pelo Sr. Ricardo, o motorista do resort que escolhemos para a nossa estadia, o Praia Inhame Eco Lodge. O Sr. Ricardo também é cantor e durante a 1h40 minutos que demora o trajecto do aeroporto ao resort, ficamos, convenientemente, a ouvir a música dele no rádio do carro e aproveitamos para tirar algumas dúvidas sobre os diferentes dialectos, regiões e hábitos culinários da Ilha.

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A entrada do Lodge é sinistra a noite, iluminação zero, estrada picada e mato grosso. Como estávamos super cansados, foi chegar, comer algo no restaurante e ir dormir.

No dia seguinte, quando saímos do quarto, começaram as surpresas.

Algo que gostamos logo de primeira foi a simpatia do staff e da D.Luiza, a proprietária e gestora. Foram tão atenciosos que as vezes parecia que liam os nossos pensamentos. Viram-nos a cheirar a plantação de chá de caxinde e no dia seguinte serviram no mata-bicho… Fizemos algumas perguntas sobre os pratos locais e no almoço de repente apareceu calulu a moda de são Tomé (notem, só para nós)… Chegou a um ponto em que parecia que estava alguém na cozinha muito atento as nossas conversas e pronto para nos surpreender.

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O sítio é simplesmente lindo, fica difícil explicar o que os donos disto conseguiram fazer… O lodge fica numa das pontas de uma baia, esta rodeado de árvores, algumas gigantes e antigas, figueiras, centenas de palmeiras e bananeiras, arvores da fruta-pão, algumas mangueiras e mais outras espécies. O restaurante serve de ponto de encontro e logo em frente, kilometros de praia.

Passeamos um bocado e ficamos de boca aberta com algumas das coisas que vimos, desde os vários tipos de areia, a praias com pequenas rochas que fazem um barulho muito engraçado com o vai e vem das ondas do mar.

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Achamos engraçado o staff estar sempre a indicar-nos os melhores sítios para fazer praia, porque para nós pareceu que todos os sítios eram “melhores”. A agua é quente e na maior parte dos sítios, completamente vazia e LIMPA(!), algo que nós lá das Angolas não estamos habituados.

Nós pelos menos cada vez que entrassemos numa destas praias sentiamo-nos como se estivessemos numa revista de turismo. Melhor praia: Praia de Micondo (vazia, agua quente). A pior foi de certeza a famosa praia piscina, que apesar de ter formações rochosas muito bonitas que formam mini “piscinas”, estava também muito suja, com latas e garrafas de cerveja amontoadas debaixo das arvores. Isto aqui é muito verde.

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Aqui a natureza não só foi deixada em paz, como fez-se e faz-se um esforço visivel para a preservar. Imagino que não seja igual em todo o sítio, notem que estamos a 1h40 da cidade, numa zona chamada Porto Alegre… Mas a palavra comum que mais ouvimos, desde o empregado de mesa aos motoristas e respectivos donos de estabelecimentos com quem falamos , foi “proteger”, no que toca ao meio ambiente.

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Achei isto muito interessante.

Achamos que há um entendimento que sendo um pais que não tem quase nada em termos de recursos naturais, a natureza é o bem mais precioso que têm. Não sabemos o que a descoberta do petróleo vai fazer a São Tomé, sinceramente, mas esperamos mesmo que esta parte não mude.

Este país está longe de ser rico.

Em algumas conversas e passando pelas aldeias e pequenas cidades sentimos alguns dos problemas universais, como por exemplo o efeito nefasto que o turismo pode ter sobre as populações locais quando não há um esforço real para as incluir neste tipo de actividade.

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Um dos guias não autorizados que nos “desviou” no Ilhéu das Rolas, por exemplo, explicou-nos que a presença de um dos mais famosos resorts do pais no Ilhéu, punha em perigo a existência da sua pequena aldeia. Contou-nos que ficava mais rentável “desviar” os turistas da rota traçada pelo resort (ganhando uns trocados no fim) e aproveitar e servir o almoço aos mesmos, do que trabalhar para o resort. “Eles só pagam 35 Euros…Por mês…”

35…

Ficamos com este numero na cabeça. Nós, os turistas com dinheiro no bolso e parte da razão da existência dos ditos resorts. É engraçado como gente que tem tão pouco consegue ter tanto.

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Foi (e é sempre) muito interessante o ponto de vista local sobre alguns dos problemas existentes, põe sempre em perspectiva os nossos próprios problemas que são tão parecidos, mas mesmo assim tão diferentes (e claro, a nossa sorte em alguns casos).

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Num tom um bocado leve, outra coisa que os São Tomenses sabem fazer é comer bem.

Os seguintes pratos nos “fecharam”: bolinho de arroz, omolete de folha de micoco seguido de Peixe grelhado com banana frita e uma batata de cá (Restaurante Micondo); agua de coco a beira mar, Salame de bolacha com amendoim, calulu a moda de São Tomé (Eco Lodge Praia Inhame); bola de “Pxinho” com coco, ceviche de peixe com manga e maracujá de ST (gigante), banana pão com presunto, bolinhas de amendoim com coco, seguido de muceca de frango (feito pelo simpatico chef João Carlos Silva na sua famosa Roça de São João dos Angolares)… Isto só para falar de alguns dos pratos…

Achamos que podemos dizer com confiança que o que mais gostamos de São Tomé (tirando as pessoas, as praias e a vista) foi a comida.

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Mas bom, resumindo, os pontos altos da viagem:

  • Praias desertas!
  • Praias desertas!!!!!!
  • Dormir com o barulho do mar e do vento. E mais importante, sem o ruído de gerador (O Lodge trabalha a energia solar e vento)!
  • A comida.
  • Já mencionei as praias desertas?
  • Estar dentro de uma floresta de palmeiras.
  • O pessoal que nos acolheu com um sorriso, em especial o staff do resort.

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Pontos baixos:

  • O lodge não tem agua quente. Sim somos da cidade…
  • Descobrir da pior maneira que os mosquitos de São Tomé são nossos fãs… E que o lodge não tinha repelente à venda.

English Version

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We’ve added another landmark to our map: São Tomé & Príncipe. After this trip, São Tomé will easily enter the list of the most beautiful places we’ve ever had the pleasure of visiting. It was nighttime when our flight to Luanda touched down in São Tomé and Mr. Ricardo, the resort’s driver, was waiting for us. Our final destination: Praia Inhame Eco Lodge. Besides being our driver, Mr. Ricardo also doubles as a singer and during our 1h40 minute trip to the Lodge we listened to his albums on the car stereo while we talked about São Tomé’s different dialects, regions and culinary habits. At night the entrance to Praia Inhame’s Eco Lodge is sinister, with zero lighting, dirt roads and thick forest. We were quite tired by the time we arrived so we limited ourselves to a quick meal at the restaurant and went to bed. The surprises started the next morning as soon as we left our room. Right away we were positively taken aback with the courtesy displayed by the owner and general manager, Ms. Luzia, as well as her staff. They were so attentive and so adept at anticipating our needs that that sometimes it felt as if they could read our minds. They saw us taking in the smells at the Caxinde tea plantation and served us that same tea for breakfast the next.

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On another occasion, after we asked some questions about the local cuisine we were regaled with traditional São Tomé-style calulu for lunch. It’s not as if this was on the menu; rather, the chef prepared it especially for us. It almost seemed as if there was someone in the Lodge’s kitchen paying close attention to our conversations and always ready to surprise us.

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Praia Inhame Eco Lodge is simply beautiful and its difficult to put into words exactly what its owners did here. Located at the end of a bay, the Lodge is surrounded by hundreds of trees, diverse in size and shape, including figs, banana, mango, breadfruit and palm trees. Among the forest were some gigantic and truly ancient trees. The restaurant serves as a meeting point and in front of it are kilometers of pristine beach. We went for a walk around the grounds and were astonished at some of the things we saw, from different types of sand to beaches with small rocks that would make a curious sound every time the waves came in. It was amusing that the staff kept trying to tell us the best beach spots, because for us it seemed like every single spot was “the best”. And how couldn’t they be? The water is warm and almost all the beaches at our disposal were completely deserted and…clean (!), which for us Angolans (and especially Luandans) is an increasing rarity. Every time we dove into the water at one of these beaches if felt like we were in a travel magazine. But eventually we did find our favorite beach: the deserted Praia do Micondo. The worst was definitely the famous Praia Piscina (Pool Beach), which, despite having beautiful rock formations that form little pools of water, was also desperately littered with discarded beer cans and bottles among the trees. São Tomé is incredibly green.

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In this island nation, nature isn’t just left alone. Rather, there is a visible effort to care for and preserve it. It’s probably not the same everywhere on the island – note that we’re about 1h40 minutes from the capital, in an area called Porto Alegre – but the word we heard the most, from the waiter to the drivers to the owners of some of the establishments that we talked to, was “protection”. As in, photo 4

“we must protect our environment. Fascinating.

We think there’s the understanding that because the country has virtually no natural resources, the environment is its most valuable asset. We don’t know what the recent discovery of oil will do to São Tomé but we sincerely hope that it doesn’t lose its commitment and obviously healthy relationship to the environment. This country is anything but rich. 

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In the conversations we had with our hosts, the people of São Tomé, in their small towns and villages, we heard and felt the same universal problems surrounding tourism’s nefarious effects on local populations when there isn’t any real effort to include them in the industry. One of the guys we befriended became our sort of “unauthorized” guide and took us on a detour of the Ilhéu das Rolas. He explained to us that the nearby presence of one of São Tomé’s most famous resorts endangered the very existence of his village. “I’ll make more by taking you on authorized detours and cooking lunch for you myself than I do by working at the resort. They only pay us 35 Euro…a month…”, he confided. 35… That number stayed with us long after we finished our improvised tour. Us, the tourists with money in our pockets and the reason for the existence of these resorts. It’s heartwarming that people with so little can have so much. It always is and it always will be quite interesting to know the local point of view about some of our common problems – it never fails to put our own problems in a new perspective, especially considering how similar and yet how different they are. And, when comparing Angola to São Tomé, we’ve caught a few lucky breaks… To light things up a bit, it’s worth pointing out that if there’s one thing Sãotomenses are good at, it’s eating and cooking exceptionally well.

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Some plates, snacks and delicacies that we’re particularly fond of: the rice cakes, the omelet with micoco leaves followed by grilled fish with fried bananas and local potato (ask for this at Restaurante Micondo), sipping coconut water oceanside, peanut and biscuit salami (yes, there’s such a thing), São Tomé-style calulu (the restaurant at Eco Lodge Praia Inhame serves a delicious version of it), a fish and coconut ball, the giant ceviche with mango and São Tomé passion fruit, little peanut and cononut balls followed by muceca de frango (cooked by the famous and very friendly chef João Carlos Silva in his equally famous restaurant, Roça de São João dos Angolares), just to name but a few…

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We can honestly say with all certainty that what we most liked about São Tomé (excluding, of course, the people, the beaches and the views) was definitely the food. To make a long story shorter, we’ll attempt to dissect the pros and cons of our trip: Pros

  • Deserted beaches!
  • Deserted beaches!!!!!
  • Falling asleep to the sound of waves and wind. And more importantly, without the horrendous noise of a power generator (the Lodge is powered by wind and solar energy)
  • The food.
  • Have we mentioned the deserted beaches?
  • Standing within a palm tree forest;
  • The people that welcomed us with real, open smiles, especially the Lodge’s staff.

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Cons

  • No hot water at the Lodge. Yes, we’re city folk.
  • Finding out in the worst way possible that the São Tomé mosquitoes were big fans of ours…and that the Lodge did not sell mosquito repellent.

Praia Inhame Eco Lodge

Address | Endereço: Porto Alegre, 64 São Tomé, Sao Tome and Principe

Nightly Rate: Standard Room: EUR60-136, inc. Mata-bicho/Breakfast

Amenities:
Restaurant
Bar
Ecotourism

Location: * * * * (4/5)
Sleep Quality: * * * * * (5/5)
Rooms (incl. bathroom): * * * * * (4/5)
Service: * * * * * (4/5)
Value: * * * * (5/5)
Cleanliness: * * * * * (4/5)

Price | Preço: Mediano / Average
LNL Rating | Classificação LNL: * * * * *
Contact: http://www.hotelpraiainhame.com

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